A "Geração" Dan Brown e o futuro da Igreja Católica
Aqui está um tema que podemos dizer que "tardou" em chegar. Aqui está um tema que sei que todos têm uma palavra a dizer, pois tendo visto, boicotado, lido, evitado o livro toda a gente tem algo a dizer sobre este apetecível tema. Eu li o livro (e devo confessar que gostei mais do Angels & Demons deste mesmo autor) e despertou em mim grande curiosidade, posso dizer que estive "agarrado" enquanto não o termina. O enredo é viciante e é sempre aliciante ler um livro que se rege em descobrimentos de pistas que nos vão levar a um fim surpreendente.
Para começar, o livro inicia logo com um "climax", ou seja com a Morte de alguém que vai ser de todo preponderante para o desenrolar da história. A partir daí... É "ficção". E aqui precisamente é que começa a polémica. Como não estou cá para estragar o livro/filme a quem não o leu/viu não é na história que me vou centrar, mas nos fundamentos morais da mesma.
Todos sabem que o livro vem contradizer 2000 anos de História, que é condenado pela igreja e desprezado pela maior parte da 3ª idade. O autor defende-se Mcom a tese que se trata de uma história de ficção. Tudo bem. Mas onde começa a liberdade de uns, acaba-se a de outros. E se eu amanhã editar um best seller a dizer que a Mãe do SR. X era uma prostituta, e que o SR. X era um ladrão e vigarista e andou toda a vida a chantegear os amigos e arruinar a vida dos desconhecidos, sendo o SR. X uma pessoa viva e conhecida? Por isso, tenho de perceber os prós e os contras de todos.. Tudo bem que é uma história de ficção, mas a ficção não envolve nomes. Não podemos difamar alguém publicamente, que não se pode defender.
A Igreja Católica (mais à frente vou debater o futuro da mesma) veio a público difamar o Livro e pedir para o evitarem. Mas não devia a Igreja tentar passar ao lado deste fenómeno Dan Brown? Uma marca lança um anúncio totalmente ridículo.. As pessoas falam nele e comentam. Resultado? A empresa que lançou o anúncio está encantada, falando bem ou mal, o objectivo dos directores de MKT ou Publicidade querem é QUE SE FALE DO PRODUTO. E o Código Da Vinci não foge à regra, falar é sempre positivo.. A Igreja que tanto fala em abstinência devia ter precisamente isso e não "oferecer" publicidade gratuita ao Autor.
Eu como Católico Não-Praticante, cada vez que por um motivo ou outro vou à Missa.. Reparo sempre na mesma coisa. Olho à minha volta, so vejo pessoas acima dos 70 anos. E ponho-me a pensar. O que serão das missas daqui a 40 anos? As pessoas de 70 já não estarão vivas, e agora há duas hipóteses. Ou de facto pelo menos na Europa (na América Latina a fé será eterna) as missas como elas são vão entrar em crise e colapso ou então as pessoas da minha idade, que seremos os idosos de 2046 se "convertem" e tornam-se Católicos acérrimos. E era sobre isto que eu queria debater, o "confronto" Dan Brown com o Vaticano e o futuro da própria Igreja.
Para começar, o livro inicia logo com um "climax", ou seja com a Morte de alguém que vai ser de todo preponderante para o desenrolar da história. A partir daí... É "ficção". E aqui precisamente é que começa a polémica. Como não estou cá para estragar o livro/filme a quem não o leu/viu não é na história que me vou centrar, mas nos fundamentos morais da mesma.
Todos sabem que o livro vem contradizer 2000 anos de História, que é condenado pela igreja e desprezado pela maior parte da 3ª idade. O autor defende-se Mcom a tese que se trata de uma história de ficção. Tudo bem. Mas onde começa a liberdade de uns, acaba-se a de outros. E se eu amanhã editar um best seller a dizer que a Mãe do SR. X era uma prostituta, e que o SR. X era um ladrão e vigarista e andou toda a vida a chantegear os amigos e arruinar a vida dos desconhecidos, sendo o SR. X uma pessoa viva e conhecida? Por isso, tenho de perceber os prós e os contras de todos.. Tudo bem que é uma história de ficção, mas a ficção não envolve nomes. Não podemos difamar alguém publicamente, que não se pode defender.
A Igreja Católica (mais à frente vou debater o futuro da mesma) veio a público difamar o Livro e pedir para o evitarem. Mas não devia a Igreja tentar passar ao lado deste fenómeno Dan Brown? Uma marca lança um anúncio totalmente ridículo.. As pessoas falam nele e comentam. Resultado? A empresa que lançou o anúncio está encantada, falando bem ou mal, o objectivo dos directores de MKT ou Publicidade querem é QUE SE FALE DO PRODUTO. E o Código Da Vinci não foge à regra, falar é sempre positivo.. A Igreja que tanto fala em abstinência devia ter precisamente isso e não "oferecer" publicidade gratuita ao Autor.
Eu como Católico Não-Praticante, cada vez que por um motivo ou outro vou à Missa.. Reparo sempre na mesma coisa. Olho à minha volta, so vejo pessoas acima dos 70 anos. E ponho-me a pensar. O que serão das missas daqui a 40 anos? As pessoas de 70 já não estarão vivas, e agora há duas hipóteses. Ou de facto pelo menos na Europa (na América Latina a fé será eterna) as missas como elas são vão entrar em crise e colapso ou então as pessoas da minha idade, que seremos os idosos de 2046 se "convertem" e tornam-se Católicos acérrimos. E era sobre isto que eu queria debater, o "confronto" Dan Brown com o Vaticano e o futuro da própria Igreja.

7 comment(s):
E algo assustador!!!
O Afastamento de Jovens da igreja!! mas a a culpa não é nossa, a culpa e unicamente de uma classe: PADRES!
Não houve nunca a preocupação da igreja em evoluir, em aproximar as cerimonias, dos novvos tempos, nas novas mentalidades... a cerimonia continua a ser celebrada como 100 anos...
Mas felizmente já começam a aparecer mudanças, e padres novos com ideias novas, e isso é muito importante, porque a igreja catolica, tem um grande papel na nossa sociedade...
Mas, faço um apelo a Inovação na formação e actuação dos Párocos!
P.S(d) quer-se uma igreja mais "sexy"!!!
Os dois assuntos a veracidade (ou não) dos factos apresentados pelo Dan Brown e o envelhecimento dos crentes da Igreja Católica e, consequentemente, a falta de presença nas missa são tópicos diferentes e que eu irei abordar de forma independente.
Para começar, gostaria de dizer que sou um fã incondicional dos livros de Dan Brown e que mesmo após ter lido os quatro livros continuo a eleger "O Código de Da Vinci" como o meu predilecto. O Código de Da Vinci defende a teoria que a igreja devia ter sido seguida por uma mulher, o que na altura – e para alguns até hoje - era considerado impensável. Defende também que hoje em dia há descendentes de Jesus Cristo e que o Santo Graal era de facto Maria Madalena.
O Código de Da Vinci têm alguns factos reais mas a ficção também esta presente. O problema e que a ficção foi adoptada como realidade criando assim a polémica sobre os fundamentos da igreja católica. Mas, mesmo se o Código de Da Vinci fosse uma tese formulada defendendo o Priorado de Sião e Maria Madalena, será prudente basear essa mesma tese num quadro pintado por um defensor da teoria?
Parece-me normal o descontentamento da Igreja Católica mas não posso deixar de concordar com o pipas quando ele diz que a igreja católica não se devia ter implicado no fenómeno de grande escala que se tornou o livro. Devia, como faz com muitos tópicos, ter ficado no silencio e se mostrar indiferente à teoria apoiada pelo livro, demonstrando assim confiança na sua história. A sua intervenção só veio dar publicidade gratuita ao autor ajudando até na tese defendida pelo mesmo, pois, tal atitude da igreja demonstrou que ela estava preocupada com este tópico e que portanto não estava segura quanto á sua história.
Passando agora a segunda parte do meu 'comment' (E após o nacionalismo demonstrado neste blog sinto amedrontado por usar um estrangeirismo!): o futuro da igreja católica. Os crentes não se tem renovado e a media de idade das presenças nas missas tem vindo sempre a aumentar. A igreja católica não se tem actualizado e não se tem aproximado aos jovens. Exemplo disso é que só agora as igrejas e o Vaticano se têm vindo a aproximar da autorização do uso do preservativo.
Na minha opinião, para se aproximar dos jovens, a Igreja Católica tem que actualizar, reformulando as suas ideias e as suas bases. Tem que admitir que vivemos no século 21 e tem que ‘transportar’ a igreja para esse mesmo século!
Penso que a Igreja Católica deveria ter passado ao lado desta polémica!
Em primeiro lugar porque iria manter um posição de quem não foi atingido e de que tudo estava bem..Pois isso nao aconteceu, e para mim tem sido um erro na nossa Igreja « O Mistério», não me refiro aos divinos, mas àqueles que se arrastam à 2000 anos...
é sem dúvida assustador, como ja foi referido, a crise de por que passa a nossa Religião!!é dificil debater e culpar esta falta de participação dos jovens na missa...Mas também não será culpa de toda uma Igreja que está com medo de exteriorizar em pleno sec. XXI, esta q ao longo de tantos seculos definiu Paises, Continentes, Educou, Transformou, Protestou e ate Perseguiu...
Não posso deixar de concordar que na aposta de inovação e certa criaçao de imaginação dentro das Paroquias e Seminários!
Eu não li o livro e infelizmente não tenho curiosidade em lê-lo, e a igreja católica de certeza que me agradeçe devido a tal facto...
Julgo que o essencial já veio ao de cima e também para comentar este tema não é preciso ter lido o livro. Neste caso em concrecto julgo que a igreja foi presa por ter cão e presa por não o ter!Pois vejamos já antes da igreja falar sobre o livro, já ele, e devido ao seu tema, e ao grande segredo que prometia divulgar foi desde logo um sucesso de vendas.Agora eu vou dar o meu ponto de vista, nunca ouviram a frase "quem cala consente" ?? ora bem eu não digo que acho bem a igreja ter críticado ou não o livro acho é que se a igreja não se manifesta-se era porque dava aqueles factos como verdade ou que não tinha uma justificação para os contrariar, mas como falou já se acha que a igreja tremelicou e deu demasiada importância a livro e a sua história.Quem ganhou? e como toda a gente já sabe e já o disse, Dan Brown que neste momento deve estar a facturar milhões de milhões de doláres a custa desta situação toda...
Falando agora em específico da não ida dos jovens a igreja, acho que temos de fazer um mea culpa, tudo bem a igreja não evoluiu muito, pelo contrario os bens que fornecem a sociedade e a própria sociedade em si evoluiram muitíssimo....E é precisamente aqui neste ponto fulcral que quero tocar...A igreja antigamente era um local não só da propagação da fé mas um local de convívio dos habitantes das aldeias e cidades a maior parte delas no centro dessas mesmas cidades e aldeias tinham a sua frente grandes praças onde as pessoas se concentravam.Portanto basicamente antigamente recuando não muito no tempo telefones haviam poucos, internet e messenger´s muito menos, telemóveis também não, discotecas bares e cafés também não...só o ultimo destes deveria haver e não em muita quantidade...onde é que as pessoas se reuniam??....na igreja durante a mesma praticavam o culto à religião antes e depois da mesma conviviam uns com os outros numa das poucas vezes em que estavam reunidos à semana. Ora hoje em dia com tantos meios de comunicação e tantos outros locais de convívio a igreja perdeu força, perdeu poder de atracção, logo só as pessoas mais velhas sentem essa necessidade pois nasceram e viveram toda a sua vida a ir à igreja a acreditar e propagar essa mesma religião...Nós pelo contrário e por falta de hábito e devido às atracções que hoje nos dão facultadas a missa não passa apenas de uma coisa que a maior parte da juventude acha "chata"
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